Mostrando postagens com marcador Poesia for dummies. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia for dummies. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Poesia for dummies

Uma nova manhã
Hoje acordei com uma sensação diferente
Quero nova vida, agir consciente
Amar, sonhar, mudar, recomeçar
Tamanha confusão. Por onde começar?

Hoje acordei com uma sensação diferente
Voltar ao passado e encontrar tanta gente
Pedir desculpas e tentar corrigir
Limpar os meus erros, fazê-los sumir.

Hoje acordei com uma sensação diferente
Ver um novo mundo, com um olhar que sente
A poesia das manhãs, o amor num vinho
A melodia oculta em um gesto de carinho

Hoje acordei com uma sensação diferente
Uma energia nova, uma força latente
Seria um novo mundo, em uma nova maneira
Mas nada mudou, era só caganeira.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Poesia for dummies

Vem para rua

Passos, braços
Mãos levantadas, punhos cerrados
Estranhos, amigos
Uns lado-a-lado, outros abraçados
Lá vem todos eles, é uma multidão
Faixas e placas, cartazes grifados
Não gostam, não querem, insatisfação
Palavras de ordem, gritos cantados
Ideias, ideais, mobilização

Sem falas ou gestos, não podem opinar
Só resta esperar
Pra ver o que vai dar
São outros, são muitos, todos paus-mandados
Com ordens bem dadas, mas sem instrução
Nem preparação
Ação por impulsão
Estratégia traçada, aguardam parados
Aproximação

Gás de pimenta!

Não corre, corre, caos instaurado
Bombas no ar, porretes erguidos
Só sinto ardido, escuto zumbidos
Nos querem cegar
Pra não enxergar
A sua mentira, está tudo errado
Até que se espalhem, existe união
Já sabem a verdade, conscientização
Não irá demorar, iremos voltar
Em tamanho dobrado

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Poesia for dummies

Subway (efeito Luminance - Antique)
Opostos urbanos

Na espera a inquietude de ansiedade.
Chegará logo, quente ou gelado?
De preferência, gostaria de ir sentado
Na janela, vendo os prédios da cidade.

Chove muito e venta com intensidade.
Por onde passo fica tudo alagado
Galho caído, sinal sem luz e apagado
Esse percurso vai durar uma eternidade

Forçado, escolho pelo tão temido
Atrás da faixa ali aguarda a multidão
Abrem as portas e para dentro sou cuspido

Solvanco, sopapo e empurrão
De preferência, gostaria de não ser espremido
Na janela, vendo aquela escuridão.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Poesia for dummies



Minha vizinha


Era bem de manhãzinha
Ainda estava sonado
Me recordo, era sábado
Quando chegou a minha vizinha

Família, caixa e mala
Um carro e uma vanzinha
Largavam tudo pela sala
A mudança da minha vizinha

Pai mandava e gesticulava
Mãe limpava e arrumava
Na varanda bem quietinha
Lá estava a minha vizinha

Cabelos escuros e cacheados
Pele clara e pintadinha
Pernas finas, seios fartos
Que gracinha a minha vizinha

No meu quarto, pela janela
Fazia parte da vida dela
Ela ia, ela vinha
Vigiava a minha vizinha

Nunca ouviu palavra minha
Não faltou oportunidade
Por timidez ou vaidade
Não sei o nome da minha vizinha

domingo, 8 de janeiro de 2012

Poesia for dummies

Calha (Efeito Earlybird)
Eduardo

Seu nome é Eduardo!
Cara culto e educado.
Sofisticado,
letrado
e formado.
Com mestrado
e doutorado.
Fino e requintado.
Sarado,
malhado,
arrumado
e alinhado.
Não era viado.
Tão pouco afeminado.
Era um cara conformado
com seu estilo bem regrado.
Comportado.
Nunca tocado.
Praticamente encabaçado.

Esse poema foi sonhado
em uma soneca de sábado.
Dia que quebra o rimado,
mas precisava ser informado.

Se tivesse acordado
pouco além do combinado,
ele estaria acabado.
Ou quem sabe engraçado.
Agora está digitado.
Revisado.
Publicado.
Para sempre eternizado,
nesse blog malfadado.
O sonho foi registrado.
És um momento todo errado.
Nem dá para ser explicado.
Ou tão pouco recordado.
Meu pedido será dado
como ouvido e acatado.
Quero que seja ignorado.
esquecido, renegado.
Esse sonho sequelado,
deveria ser guardado
em um cofre reforçado
com senha e cadeado.
Só quero ficar isolado
repensando no Eduardo.