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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Amargura por extenso

 Papo de bar
Por um tempo, tive a oportunidade de viajar pelo Brasil a trabalho. Pisei em quase todos os estados. Fui a capitais, cidades do interior, pequenas cidades conhecidas e outras esquecidas pela evolução da civilização ocidental. Uma das coisas que notei foi que, independentemente de onde estivesse, sempre encontrava algum bar com referências ao Rio de Janeiro. Bar Samba e Praia. Copacabana Bar. Malandragem Carioca, petiscos e bebidas. Rio 40º e cerveja gelada. O curioso era que sempre que pisava em um deles e abria a boca, um garçom me identificava:
- Você é carioca, né?
- Sim, sou. Percebeu pelo chiado na pronúncia ou pelo sumiço da sua carteira?
Raramente entendiam a gracinha. Comumente perguntavam o que achava da ambientação. Chão fingindo ser de pedra portuguesa com desenho igual ao calçadão de Copacabana. Pandeiros, bandeiras de times de futebol e chapéus brancos pendurados na parede. Fotos de sambistas espalhadas por todos os cantos. O esforço para tentar parecer algo autenticamente carioca era enorme. Ainda assim, passavam longe.
- Como assim, nada se parece com um bar carioca?
Nenhum carioca gosta de ficar sentado em uma mesa dentro de um recinto fechado com ar condicionado. Carioca gosta de beber em pé. Se possível, usando um barril com um tampo de madeira como mesa. Para ficar perfeito, tem de ser no meio da rua atrapalhando o trânsito.
Parece meio hipócrita falar de clichês em outras cidades. Ainda mais vindo de uma pessoa que mora onde se tem um shopping com uma réplica da Estátua da Liberdade. Ao menos, não temos ainda franquias das lojas Havana. Ou, melhor ainda, não descobriram o shopping Barra World no Recreio dos Bandeirantes. Daí, seríamos chacota nacional.
Voltando à moda carioca de se frequentar bares, é preciso se lembrar da existência do ponto negativo nesse hábito de ficar do lado de fora. Os ambulantes que tanto nos perturbam noite adentro. No início, lá no século passado, só existiam dois tipos de ambulantes. Os clássicos baleiros que, na maior parte das vezes, eram crianças. Apareciam nos chamando de tio e repetindo a mesma frase:
- Vai uma bala aí, tio?
A outra categoria, a mais presente e com raras chances de se extinguir, era dos vendedores de amendoim torrado.  Talvez a maior afronta ao questionável rigor de fiscalização da Vigilância Sanitária. Amostras de amendoins eram oferecidas em um pedaço de papel pardo comprado em qualquer papelaria. Sempre repousadas sobre uma mesa que, até o início da tarde, horário em que o movimento do bar é escasso, servia de passarela para pombos. Talvez esse fosse o segredo do tempero.
O equilíbrio entre o carioca boêmio à beira da calçada e o ambulante sempre foi mantida por diversos anos. Comprava quem queria. Quem não queria, bastava uma negativa para que o ambulante seguisse sua procissão mercantil. Com o passar dos anos, o nicho de ambulante nas portas dos bares foi ficando diversificado. Chegaram os vendedores de miçanga e brincos com penas de pombo. Depois, anéis de arame “com um brinde grátis, madame”. A variedade culinária também foi aumentando e se sofisticando. Brownies, cupcakes, bolinhos space e brigadeiros gourmet. Por fim, surgiram os autores alternativos com suas obras nunca compreendidas pela sociedade.
- Vai uma poesia aí, gente boa?
- Cara, eu não entendo de poesia.
- Poesia não se entende. Poesia só se sente. Poesia seduz gente. Tanto a alma como a mente...
- Ah não começa, por favor...
- Para quem é impaciente, a poesia calmamente...
- Ok, eu compro.
- São quinze reais.
- Quinze reais por algumas folhas de caderno com frases soltas amarradas por um barbante?
- Rústico sou, da simplicidade que sobrou...
- Ah, me dá duas!
Não, o mercado que flerta com uma Torre de Babel e passa por toda porta de bar cheio não me incomoda. O desconforto surgiu quando a forma de se desvencilhar de algum deles, quando não se tem interesse em comprar algo, começou a ficar cansativa. Nos padrões básicos da sociedade, sempre me considerei uma pessoa educada. Dou bom dia ao porteiro, cumprimento as pessoas quando chego em qualquer lugar, chamo os garçons pelo nome e sempre espero a mulher gozar primeiro. No que diz respeito a negar algo, uso como balizador a possibilidade de estar na companhia da minha mãe na casa de uma amiga dela.
- Quer uma língua de gato da Kopenhagen?
- Oh senhora, parecem apetitosos, mas vou dispensar. – obviamente, se dependesse de mim, comeria a caixa inteira sozinho.
Se, ao término da cena, a imagem da minha mãe disparando um olhar repreendedor em minha direção não surgisse, era sinal que neguei com educação. Infelizmente, mesmo como esse treinamento, ou trauma se assim preferirem classificar, os ambulantes não se dão por satisfeitos. A cada dia que se passa, ao invés deles se reinventarem com novos produtos, os clientes que precisaram ser criativos com as desculpas.
- Repare que esta pulseira de couro pode ser ajustada para caber perfeitamente no seu pulso...
- Eu entendi, mas não tenho interesse...
- Tente colocar. Vai perceber que ela combina...
- Prefiro não. Ela me traz recordações da minha avó que morreu recentemente durante uma mal sucedida sessão de sadomasoquismo.
Pouco importa se o produto comercializado é de fato desejado por qualquer indivíduo na face da terra. Por mais inútil que seja, o vendedor vai insistir. E, caso dispense, ele ficará ofendido, questionará seu gosto e inteligência. Não adianta. Esses em especial são os mais complicados de se desvencilhar.
- É que me chamo Fernando Francisco.
- Preste atenção, pois eu gravo seu nome no arroz mesmo sendo composto.
- Muito obrigado. É impressionante seu talento, mas dispenso.
- Então, é a oportunidade de ter...
- Eu sei, mas não posso.
- Ora, por que não?
- Porque... Porque... Porque eu tenho o hábito de colocar as coisas no nariz. Daí, vou acabar perdendo ele.
- Colocar coisas no nariz? Quantos anos você tem?
- Eu tenho 37. Que coisa não? Só não fale alto, pois o casal da mesa ao lado está até agora procurando o isqueiro deles. Imagine só onde ele...
- Você é estranho.
Se pudesse, voltaria a todas as cidades que estive e venderia consultoria para os chamados bares temáticos cariocas. Tiraria as mesas e colocaria os clientes na calçada e meio-fio. Treinaria os garçons para demorarem com os pedidos, errarem na contagem dos chopes e passarem a impressão que estão lhe prestando um favor. Contrataria atores para se passarem por ambulantes. Chegariam cutucando, fingindo intimidade e tentando disfarçar o evidente desconforto. Seriam inconvenientes e tomariam o seu tempo com o mesmo talento que sua mãe quando entra em seu quarto. Por fim, para completar a ambientação, deixaria uns taxistas à porta do estabelecimento para negar todas as corridas.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Amargura por extenso

O impeachment e suas dedicatórias
Ontem, na votação do impeachment presenciamos as piores e mais constrangedoras homenagens declamadas antes de cada voto. Recordamos então a melhor de cada estado para você que preferiu ocupar seu fim de domingo vivendo dignamente.
Deputado de Roraima: “Por todos os brasileiros que pronunciam o nome do meu estado sem enfiar acentuação no primeiro a. Não é Roráima. Pelas pessoas que não insistem em falar julhó. Pelos cidadãos que não dizem rubrica.”
Deputado do Rio Grande do Sul: “Pelo coronel Bento Gonçalves. Pela revolução Farroupilha. Pela separação do Brasil. Por Mel Lisboa, Fernanda Lima e Xuxa Meneghel.”
Deputado Santa Catarina: “Pelo povo da ilha. Pelas baladas mais high society do país. Por Balneário Camboriu na baixa temporada quando está livre dos argentinos. Pelo Beto Carrero World.”
Deputado Amapá: “Pelos 21 times de futebol do meu estado que nunca apareceram no É Gol! com a Domitila Becker. Pelos uirapuru-estrela, araçari-negro, amapasaurus tetradactylus o sapo Atelopus spumarius e o Chrotopterus auritus. E pelos passeio nos shoppings da Guiana Francesa!”
Deputado Pará: “Pela Fafá de Belém. Pela Dira Paes. Por Jesus que nasceu na nossa capital Belém.”
Deputado Paraná: “Pela República de Curitiba. Por Sergio Moro. Pelo sanduíche de bolinho. Pelo show do AC/DC na Pedreira. Pelo time do Furacão de 2001.”
Deputado do Mato Grosso do Sul: “Pelas nossas capivaras tão idolatradas no Rio de Janeiro pela Cora Ronai. Pela memória das ariranhas. Por Luan Santana. Pela Tetê Espíndola. Por Ney Matogrosso que oculta em seu nome artístico o Sul que carregamos com tanto orgulho, pois somos do Mato Grosso, mas do SUL!”
Deputado do Amazonas: “Pela Tainá, uma aventura na floresta. Pelas tribos Kambeba, Jarawara, Korubo e Wanana. Pelo tucunaré. Pelo Sergio Chapelein que apresenta aquele telejornal que só fala do meu estado, o Globo Repórter.”
Deputado de Rondônia: “Pela Reserva Roosevelt e seus índios Cinta Larga. Pelos leitores do jornal O Guaporé. Pelo nosso orgulho, o ator Diego Borges que brilhou muito no filme Pobre Não Tem Jipe.”
Deputado de Goiás: “Pela alma de Leandro e o carisma de Leonardo. Por Bruno e Marrone. Por Zezé di Camargo e Luciano. E contra a trairagem de Zilu.”
Deputado do Distrito Federal: “Por todas as nossas amantes. Pela respeitada Jeany Mary Corner, madrinha de nossos filhos. Por Legião Urbana, Aborto Elétrico e Capital Inicial. Pelo maior museu a céu aberto em homenagem a Oscar Niemayer. Pelo nosso clima barrento que nos transforma em peça de artesanato quando ficamos mais de cinco minutos parados.”
Deputado do Acre: “Pelo vazio. Pelo vácuo. Pelo nada. Pelo imaginário coletivo. Pelo projeto de expansão de Deus.”
Deputado do Tocantins: “Por todos os memes dizendo que as pessoas merecem a nossa capital. Por José Sarney que deu a canetada final pela nossa emancipação. Por todos que nasceram antes de 1998 e não sabem mais se nasceram em Goiás ou em Tocantins.”
Deputado do Mato Grosso: “Por Vanessa da Mata e seu interminável banho de chuva. Pela Luverdense, meu verdão do norte. Pelo nosso orgulho Otaviano Costa que preenche com carisma e talento as tardes das senhoras em salas de espera de consultórios.”
Deputado de São Paulo: “Por nossas ciclovias. Pelo pato gigante da Paulista. Pela cracolândia romantizada pelos fotógrafos internacionais. Pelo limite invisível que separa a prostituição gay da heterossexual da Augusta. Pelos manos, bolachas, noias, baladas, brejas e tretas.”
Deputado do Maranhão: “Pelo Bumba Meu Boi. Por Axel Rose que idolatra a nossa Alcione. Pelas lustrosas famílias Sarney e Lobão.”
Deputado do Ceará: “Pela virilidade de Xico Sá. Por Raffaelo, o maior customizador do mundo. Pelas Curva de Jurema. Por Chico Anysio, Tom Cavalcante e Renato Aragão, mais conhecido como Doutor Renato.”
Deputado do Rio de Janeiro: “Pelo constrangimento por Bolsonaro, Jean Willys, Jandira e Benedita. Pelas balas perdidas. Por todos os atletas que terão micose após provas na Lagoa Rodrigo de Freitas. Por Eike Batista, amados por bombeiros e odiado por investidores amadores. Pela educação dos nossos taxistas e pela cordialidade de nossos policiais militares. Pela Praça Saens Peña.”
Deputado do Espirito Santo: “Pelo orgulho do nosso estado. O Acre litorâneo.”
Deputado do Piaui: “Por Frank Aguiar, o cãozinho dos teclados. Por Sephany, que mesmo tirando onda com seu Crossfox, casou-se montada em um jegue.”
Deputado do Rio Grande do Norte: “Se Mato Grosso se orgulha de Vanessa da Mata, nós temos Roberta Sá. Pelo nosso Espontão. Por Marinara Costa, a musa da década de 90, a mulher do Vannucci.”
Deputado de Minas Gerais: “Pelo logo ali que nunca chega. Pela carreira do Aécio. Pelo nosso norte com sotaque baiano e pelo sul com sotaque de paulista caipira. Pelo Clube da Esquina. E pelo orgulho de unir o país no que se trada de odiar o Jota Quest.”
Deputado da Paraíba: “Pela seleção de músicos que fabricamos. Por Elba Ramalho, a Vanessa da Mata clássica. Por Chico César e sua Mama África. Por Geraldo Vandre e seu hino que é cada vez mais atual. E pelo único artista capaz de ofuscar Roberto Carlos, Genival Lacerda.”
Deputado de Pernambuco: “Pelos turistas que gastam uma grana se hospedando em Muro Alto. Pelos turistas que gastam uma grana para comer em Carneiros. Pelo Galo da Madrugada. Pelo Maracatu e Chico Science.”
Deputado da Bahia: “Pela família de ACM. Por Caetano, Bethânia, Gil, Gal e, nossa paraninfa, Dona Canô. Pela ideia brilhante de obrigar alguém a pagar uma fortuna por uma camisa ridícula e depois ter de correr atrás do show que foge de você.”
Deputado de Sergipe: “Pelos meus filhos Matheus, Arthur e Felipe. E é tudo que consegui.”
Deputado de Alagoas: “Pela maior tríade que este país já viu: Collor, Djavan e Marcio Canuto.”

domingo, 5 de julho de 2015

Amargura por extenso

Vista seu uniforme
Toda pessoa tem sua gangue, ou turminha se assim preferir. E não falo necessariamente de se encontrar em grupos para bolar planos para destruir a gangue inimiga. Você apenas faz parte de uma parte da população que possui afinidades em comum, como predileção por um tipo de música, por uma forma de pensar e por aí vai.
Após reparar em alguns padrões na sociedade e em lojas voltadas para grupos específicos de pessoas, o Sorriso do Insano vai produzir camisas para que indivíduos com a mesma afinidade possam se reconhecer facilmente. Tudo muito simples, apenas uma camisa básica com uma estampa na frente. São elas:
Grupo dos cults: Imagem de Frida;
Grupo dos desCOOLados: Bandeira desbotada do Reino Unido;
Grupo dos intelectuais: Imagem de Imagem de Nietzsche;
Grupo dos intelectuais rebeldes: Imagem de Paulo Coelho com um xis vermelho sobre;
Grupo dos intelectuais modernos: A frase “Não preciso de mais nada, eu tenho Facebook”;
Grupo dos modinhas: Uma imagem de uma mandala em preto e branco para colorir;
Grupo dos retardados: Ilustração de memes, sendo quanto mais imagens melhor (para você apenas);
Grupo dos viciados em séries: Foto do careca de Breaking Bad explicando para o rei anão de Game of Thrones como ele Met a Mother dos seus filhos;
Grupo dos baladeiros: Uma montagem de um pendrive conectado a um copo de plástico vermelho;
Grupo dos esquerdistas: Imagem de Che;
Grupo dos direitistas: Imagem de FHC;
Grupo dos elitistas: Foto de Chico Buarque tomando café em Paris;
Grupo dos pobres com ideologia: Foto de Chico Buarque tomando café em Ipanema;
Grupo dos fanáticos por futebol: Logo do Cartola FC;
Grupo dos que acham que não são alienados: Logos da Rede Globo e da revista Veja rasurados;
Grupo dos que têm muita certeza que não são alienados: A frase “Eu leio pragmatismopolitico.com.br”;
Grupo dos chatos: Foto do Tico Santa Cruz;
Grupo dos muitos chatos: Foto do Gregório Duvivier;
Grupo dos chatos demais: A frase “Eu sou ateu”;
Grupo dos chatos para caralho: Uma tirinha do Armandinho;
Grupo dos que acabaram de comprar uma Harley: Símbolo do Sons of Anarchy;
Grupo das mulheres que estão grávidas: A frase “Keep Calm Que Vou Ser Mamãe”;
Grupo das mulheres com filhos até um ano: Manchas de vômito, papinha, leite e coriza;
Grupo de mulheres com filhos com mais de um ano: A frase “Keep Calm My Ass”;
Grupo das pessoas que acham que são nerds: O símbolo de qualquer super-heroí;
Grupo das pessoas que acham que são nerds e moderninhas: O cogumelo do Mario;
Grupo dos nerds de verdade: A frase “Eu sou nerd” escrita em código binário;
Grupo das mulheres que ainda não realizaram que têm mais de trinta anos: A frase “Sou dessas”;
Grupo dos homens que não realizaram que a adolescência acabou: Foto de um boné aba reta escrito John John;
Grupo das mulheres sem amor próprio: Uma foto de uma mulher ficando com um homem de boné na balada;
Grupo dos sertanejos universitários: Um homem de chapéu de cowboy e botas altas no vagão da linha vermelha do metrô de São Paulo;
Grupo dos pagodeiros: Foto do Belo na era pré-sidio (entenderam o trocadilho?);
Grupo dos sambistas de raiz: Imagem de um senhor vestindo camisa de umbanda, com cordões guia do candomblé, touquinha de muçulmano e segurando um caixa de fósforos;
Grupo dos funkeiros de classe-média: Uma mesa cheia de latinhas de Red Bull e uma garrafa de vodka que pisca no camarote do Barra Music;
Grupo dos funkeiros da favela: Foto da Regina Casé em sua cobertura na Zona Sul;
Grupo dos indies: Membros do Imagine Dragons e a Florence dançando nus ao redor de uma sequoia;
Grupo dos roqueiros: Uma camisa preta, com uma frase escrita na cor preta dentro de um quadrado preto;
Grupo dos vegetarianos: Uma bela plantação de alface com bois felizes ao redor;
Grupo dos carnívoros: Uma bela plantação de alface com bois felizes cagando nela;
Grupo das pessoas mais legais do mundo: Propaganda do blog Sorriso do Insano;
Grupo dos que bebem cerveja: Logo da Antártica;
Grupo dos que se dizem fãs de cerveja: Logo de uma cerveja belga que é a Nova Schin de lá;
Grupo dos cervejeiros de verdade: Mapa da residência para se entregue depois de apagar bêbado;
Grupo dos flamenguistas: O símbolo da Globo dentro de um coração;
Grupo dos que não são flamenguistas: A frase “Por favor, não me roube”;
Grupo dos burros: O símbolo de qualquer partido político;
Grupo dos que acham que entendem de economia: Ilustração comparando o preço de um carro no Brasil e em qualquer outro país;
Grupo dos marombeiros: Uma foto comparando o antes e depois de tirar uma selfie na academia;
Grupo dos que acham que precisam catequizar o resto da população não cristã: Imagem de Jesus pendurado na cruz ensanguentado e sofrendo;
Grupo dos cristãos de verdade: Camisa branca sem estampa.
Faça já sua reserva e entre na moda...

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Amargura por extenso

Coluna fantástica para vocês
Recentemente, na crônica anterior para ser preciso e detalhista, listei algumas das tarefas mais fáceis no mundo do jornalismo. Contudo, uma delas ficou de fora por motivos óbvios, trata-se da mais ridícula de todas. Falo da árdua responsabilidade de montar a manchete de capa de revistas de boa forma. Basicamente, tudo que a pessoa tem de fazer é pegar a manchete já pronta em um arquivo de acordo com o mês da edição. Esse tipo de revista é imune a tudo, inclusive eventos de indiscutíveis grandiosidades. Não importa se o Brasil está em crise, se países estão em guerra, se o planeta mudou de órbita ou tampouco se consegui desencalhar, para os seus editores, secar a barriga em cinco dias usando utensílios domésticos é prioridade máxima.
Então, em primeira mão, concedo-lhes acesso a este arquivo em que listo todas as manchetes que terão durante os próximos anos:
Janeiro: “Essa é quente: Listamos exercícios irados para você entrar em forma nesse verão e fazer bonito nas praias.”
Fevereiro: “Abram alas: Preparamos uma série sinistra para você cair na folia em forma.”
Março: “Águas de março: aumente sua resistência com nosso circuito de natação contra a correnteza das enchentes.”
Abril: “Se eu fosse como tu: Destrua as calorias da Páscoa com nosso especial bombástico.”
Maio: “Mês das noivas: Entre no vestido que quiser depois da nossa sequência aeróbica turbinada.”
Junho: “Pula a fogueira: Veja nosso especial para deixar suas pernas com mais força nas festas juninas.”
Julho: “Xô frio: Se aqueça neste inverno queimando todas as calorias com nossa série infernal.”
Agosto: “Nunca termina: Montamos uma sequência arrasadora para este mês escroto sem feriado passar logo.”
Setembro: “Agora vai: Confira nosso circuito que vai te motivar. Se ele não te motivar, pagar uma fortuna por esta revista vai.”
Outubro: “Alongue-se: Dicas exclusivas para manter a sua elasticidade sem sair da cama.”
Novembro: “Especial deste mês: Prometemos uma série diferente tão ineficiente quanto dos outros meses.”
Dezembro: “Top 10: Veja nossa lista especial de desculpas para dar aos amigos quando perguntado sobre não ter ido um dia sequer à academia.”
Edição especial: “Top Secret: Uma matéria exclusiva com exercícios já listados durante o ano apenas para garantir nosso décimo terceiro.”

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Amargura por Extenso

Profissão repórter
Constantemente vemos jornalistas sendo demitidos, reportagens de qualidade duvidosa e saias-justas em todos os meios de comunicação. Muitos atribuem ao fato de não ser mais exigido diploma para exercer profissão no mercado jornalístico, principalmente nos guetos editoriais. Outros alegam falta de capacitação. O fato é que existem certos nichos na área que são tão rasos que se tornam tarefas fáceis e possíveis para qualquer pessoa. Sim, o jornalismo, seja impresso, virtual ou televisionado, está tão repleto de lugares-comuns que qualquer pessoa que consiga ter um QI inferior ao de um profissional da área é capaz de fazer o mesmo. Enumeramos algumas delas:
Repórter de festival de rock: “Qual sua expectativa para o show de hoje? QUAL SUA EXPECTAT... OK, BOM SHOW! Ele não tem mais tempo, mas pelo olhar deu para sentir que ele está muito ansioso em tocar no Brasil pela primeira vez, que cogita voltar mais vezes, que é fã do samba, caipirinha e Paçoquita, que acha lindas nossas favelas e que pretende comprar um apartamento no Urca.”
Repórter de trânsito: “A Pinheiro Machado está engarrafada. A Francisco Bicalho está engarrafada. A Ponte Rio-Niterói está engarrafada. Se você ainda usa algum desses percursos diariamente definitivamente não precisa dos meus serviços.”
Apresentador de meteorologia: “Aqui nesta mancha cinza vai chover, nesta mancha amarela vai fazer sol, nesta mancha verde tem um monte de plantinha e esta mancha azul é o mar.”
Repórter de futebol de beira de campo: “Cumbica, não foi uma partida boa do time. Depois de perder de oito a zero, é levantar a cabeça e seguir no campeonato ou todo mundo tem de se matar no vestiário?”
Repórter político ao vivo de Brasília: “Desculpe, não estou te ouvindo. Estamos no ar, Laurindo?”
Repórter em cobertura ao vivo de eleições: “Parece que já temos o resultado das eleições para presidente... mas antes... vamos ver a contagem dos votos que está em 12% das urnas apuradas em Tartarugalzinho.”
Apresentador do Globo Rural: “Vamos agora falar da safra da soja. E como só tem desgraçado acordado assistindo este programa, vamos contar grão a grão.”
Redator do Catraca Livre: “Hoje vamos ensinar como fazer o seu Iphone usando uma abobrinha, duas fitas K7 velhas e quatro pilhas AAA.”
Repórter de telejornal local que não quis dar para o diretor de jornalismo: “Estou aqui na puta que pariu para cobrir a reclamação dos moradores. Não tem água, não tem asfalto na rua, não tem saneamento básico, não tem coleta de lixo, mas tem mosquito para caralho nessa merda. Vai tomar no cu, Ermínio.”
Colunista social: “Na noite de ontem, o filho de um renomado executivo foi visto aos beijos com a filha de conhecido empresário carioca. O que se diz por aí é que ele é viado e está tentando disfarçar, enquanto outras pessoas afirmam que ela é piranha mesmo.”
Redator de reportagem sobre celebridades: “Foi visto pela manhã, na orla da praia [inserir o nome], o galã [inserir o nome]. Ele deu sete passos para frente, esperou o sinal fechar e atravessou a rua. Continuamos aguardando novas polêmicas.”
Apresentadora de programa de culinária: “Hoje faremos uma novidade das guloseimas, brigadeiro com um chapeuzinho no topo.”
Jurado de programa de calouros: “Fiquei impressionado com sua voz. A sua técnica também é impecável. Sem entrar no mérito da acertada escolha da música. Ainda assim, hoje meu voto é não. Ficarei com o sobrinho do Ermínio mesmo.”
Repórter de programa adulto da madruga: “Você poderia mostrar os peitos e dar um grito monossilábico?”
Locutor de desfile de escola de samba: “Vamos ouvir a bateria.”
Locutora de desfile de escola de samba: “Olha a letra do samba na tela para você cantar em casa.”
Comentarista de desfile de escola de samba: “O desfile definitivamente está apresentando muita criatividade, sem perder o luxo. Também tem muita irreverência, sem sair do tema. Acho que é uma forte candidata ao título.”
Repórter de desfile de escola de samba: “Estamos aqui com a passista Juju Surubinha que este ano vai sair de fênix, a galinha piromaníaca da mitologia. Juju, qual a importância que você cons... Só um segundo. Ok! Vamos do outro lado da concentração com Raimundo Tribobó que está com a sambista mais velha da escola que este ano vai sair de gangorra de pracinha abandonada.”
Repórter internacional: “Aqui em Bagdá a situação continua tensa. Tiros e bombas durante toda a noite. Um míssil caiu em nosso hotel e estamos dormindo em uma cabine telefônica com outros sete repórteres internacionais e duas cabras. Vai tomar no cu, Ermínio!”
Locutor de corrida de cavalos: “ohfowfehoofhgq wpgwhhwpfwephg fpwqehfwewpehgvweh ohfoqhfwe ofhwehfwehf qpfujhqw 0fpqwehfwe qpofhgwofwpgfhw0fw fpoqh fghfwfh wephwea wqfdch w0fhw0fwh cruuuuuuuzam a reta final.”
Apresentador de programas de vendas de utilidades domésticas: “Amigo telespectador, sabemos bem como é difícil amarrar um par de tênis. Mas seus problemas acabaram. Com esta incrível máquina que pesa uma tonelada e exige praticamente o espaço equivalente ao de um armazém para ser instalada, basta colocar seus pés com os tênis calçados e exatos vinte e dois minutos depois eles saem perfeitamente amarrados. Mas não ligue agora, pois daremos um galão de Super Bonder para colar seus dedos que acidentalmente podem ser mutilados pelas engrenagens desta incrível máquina.”
Redator do Buzzfeed: “Descubra como bombar sua internet nesse post ilustrado com 718 GIFs pesados e desnecessários.”
Roteirista de programa sobre a natureza: “Lucas, o leão órfão segue em sua caminhada pela savana atrás de sua mãe, Leonora, a leoa pensionista.”
Locutor da maratona de São Silvestre: “Enquanto eles não se aproximam dos metros finais, vamos mais uma vez com o repórter Jorge Tangerina que está em Recife cobrindo os preparos para o Carnaval do ano que vem.”
Redator das páginas policiais: “Segundo retrato-falado feito pela polícia, o suspeito é um homem pardo, de cabelo curto e traços fortes. Mas parece também um latino transexual com paralisia facial. Pode também ser uma xícara de peruca e óculos. Não é muito clara a imagem.”
Comentarista de arbitragem de futebol: “Não foi falta. Vemos ver no replay. É parece que o zagueiro aplicou uma força desnecessária à jogada, mas continuo não achando falta. Temos a lente de aumento? Ok! É, de fato o zagueiro cravou um vergalhão no crânio do atacante, mas visivelmente não foi a intenção. É o risco do jogo de contato. Para mim, não foi falta!”

Repórter para coberturas urgentes: “Acabamos de chegar na Usina Nuclear de Angra 1 que explodiu nesta madrugada. O local ainda é muito quente e com uma névoa fluorescente estranha. Meu cinegrafista acaba de desenvolver antenas e surgiram mais dois cus em mim. Ainda assim, não vou dar nenhum deles para você, Ermínio!”

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Amargura por extenso

O mundo real dos super-heróis
Cada vez mais filmes de super-heróis têm ocupado as telas e ganhado a atenção do grande público. Mesmo sendo originários de uma revista em quadrinhos, algumas pessoas com alto grau de incapacidade de se conviver em sociedade insiste em desgostar desses filmes por considerar que é muita mentira. Ironicamente, uma parcela dessas pessoas curte assistir filmes pornôs, a renegada arte que supostamente retrata com fidelidade a vida de vendedores de aspirador de pó e entregadores de pizza. Então, para satisfazer essas pessoas amargas, resolvi reescrever a história dos famosos super-heróis. Como eles seriam em um universo um pouco mais factível?
Mulher Gato: A já conhecida ladra Selina Kyle um dia resolve se aprimorar para se tornar cada vez mais eficiente em suas ações. Inspirada então em sua maior paixão, seus gatos, ela decide assumir seus hábitos e virar a Mulher Gato. Desde então, seus crimes reduziram drasticamente, já que passa 20 horas por dia dormindo e as demais horas arrumando um local para enterrar suas necessidades;
Wolverine: Vítima de um experimento do Projeto Arma X, Logan teve seu corpo alterado quando todos os seus ossos foram revestidos por adamantium, o metal mais resistente que se tem conhecimento. Ao final do experimento, Logan recobra sua consciência e descobre que está dentro de um tanque com vários tubos e fios ligados ao seu corpo. Desesperado com aquilo tudo e muito irritado, ele resolve se rebelar e fugir. Dois meses depois, ele ainda está no tanque porque não tem força suficiente para mexer um corpo tão pesado;
Robin: A vida do jovem Dick Grayson mudou repentinamente quando seus pais, integrantes de uma trupe circense, foram brutalmente assassinados pelo gangster Anthony Zucco. Desde então, com o codinome de Robin, o rapaz passa as noites nos sinais da Zona Norte do Rio de Janeiro fazendo malabarismo com limões em troca de moedinhas;
Homem de Ferro: O milionário e gênio das putarias tecnológicas, Tony Stark, resolve usar todos os seus potenciais para combater o crime. Seu plano é construir uma armadura poderosa capaz de enfrentar os mais diferentes adversários. Atualmente, a armadura está no depósito do DETRAN porque não passou na revisão de licenciamento e Tony teve a carteira detida pela Lei Seca;
Mulher Maravilha: Enviada para o mundo dos homens para propagar a paz, a princesa amazona da Ilha do Paraíso não teve a recepção que tanto esperava. Assim que chegou ao porto da Praça XV, com um micro-short e tomara que caia de deixar constrangida a Geisy Arruda, a princesa Temíscira foi alvo de várias cantadas e comentários libidinosos. Transtornada, ela esqueceu totalmente seu objetivo e hoje é membra efetiva do grupo Fêmen. Andando com o corpo seminu pintado de guache com frases como “Meu Corpo, Minhas Regras”, ela desperdiça seu tempo atrapalhando eventos de pouca importância em troca de visibilidade. Dizem por aí que a Maria Gadu já pegou;
Capitão América: O franzino Steve Rogers foi cobaia de uma experiência na Segunda Guerra Mundial recebendo o soro do super-soldado. Com o fim da guerra, ele foi congelado e, somente muitos anos depois, foi descongelado, quando ainda continuava sob efeito desse soro que o deixava mais forte, rápido e resistente. Bem, essa é a história que ele conta. Porém, já foi confirmado que é tudo mentira, inclusive que seu nome que na realidade é Vitor Belfort e o tal soro na verdade é doping;
Super-Homem: Quando o planeta Krypton estava prestes a explodir, os pais do bebê Kal-El escolheram por mandá-lo para outro planeta e assim salvar o que seria o único sobrevivente. Chegando ao planeta Terra, a criança foi encontrada por um casal de fazendeiros que escolheu por cria-lo. Dois dias depois o Conselho Tutelar ficou sabendo da história e recolheu a criança para um dos seus abrigos. Dez anos mais tarde, já crescido, ele foi encontrado enforcado em seu quarto com um lençol vermelho amarrado em seu pescoço. Ele se matou porque não aguentava mais as surras, abusos e ser debochado por usar a cueca por cima das calças;
O incrível Hulk: A vida do talentoso doutor Bruce Banner mudou quando ocorreu um acidente em seu laboratório. Uma grande quantidade de raios gama foi diretamente projetada sobre seu corpo mudando completamente a sua estrutura celular. Desde então, Bruce Banner desenvolveu um poder que só é desencadeado quando fica nervoso. Contudo, esse poder não é suficiente para combater o crime ou coisas do tipo. Tudo que lhe acontece quando está nervoso é ficar com a pele verde e muito brilhante, quase fluorescente. Assim, o máximo que ele consegue é atrair mariposas e outros insetos voadores. Fato que acaba o deixando mais zangado ainda;
Thor: O deus nórdico do trovão veio à Terra com a melhor das intenções, mas nunca conseguiu sair da sua forma civil. Caindo em um local diferente de seu martelo, o mjolnir, ele passou muito tempo à sua procura com a certeza que o encontraria, pois nenhum humano seria capaz de movê-lo. Contudo, não contava que seria roubado pela mesma gangue que roubou as vigas da Perimetral. Sem opções para voltar à Asgard, ele atualmente tira proveito do fato de ser um louro alto de olhos azuis e vive de pontas nos programas matinais e em ensaios para o site Ego e revista G Maganize. Este ano ele foi eleito o rei da Parada Gay de Florianópolis;
Zorro: Com intenção de proteger os pobres e fazer a lei se cumprir, Don Diego de la Veja adota o pseudônimo de Zorro, o herói mascarado que é um espadachim de altíssimo nível. Sua primeira missão foi contra um grupo que extorquia uma vila cobrando pesados e desonestos impostos. Ele sozinho enfrentou dezoito malfeitores. A ação durou menos de um minuto. Ele não contava que todos, ao invés de espadas, teriam armas e foi fuzilado. Levou tanto chumbo que teve de ser enterrado por lá mesmo de tão pesado que estava.
The Flash: O policial Barry Allen estava em mais um dos seus dias normais quando foi surpreendido ao ser atingido por um raio. E assim terminou a história;
Tempestade: A sacerdotisa Ororo Munroe foi convocada para o grupo chamado X-Men quando anunciou que possuía poderes sobre os fenômenos naturais até então incontroláveis como a chuva, vento, furacões, TPM e inflação. Sua participação durou pouco tempo, pois descobriram que ela era uma farsante ao não conseguir sequer fazer chover em São Paulo;
Surfista Prateado: Antes conhecido por Norrin Radd, um nobre do planeta Zenn-La, e depois convocado pelo devorador de mundos Galactus a ser seu arauto, o Surfista Prateado obviamente não existe;
Batman: Depois de ficar órfão de pai, mãe, tio, tia, primos, menos do mordomo, o herdeiro milionário Bruce Wayne passa a ocupar seu tempo explorando as cavernas existentes no subsolo de sua mansão. Convivendo com morcegos, ele resolve que este será o seu símbolo na luta contra os criminosos que lhe tiraram seus pais. Certa noite, o mordomo não o encontra em seu quarto. Desconfia então que ele colocou em prática seu plano e foi às ruas enfrentar bandidos com uma fantasia de borracha. Na manhã seguinte, o mordomo descobre que não foi isso que aconteceu. Seu patrão está em uma das cavernas, foi mordido por um morcego e morreu raiva;
Homem-Aranha: O jovem estudante Peter Parker está em mais um passeio da escola (porque se for da universidade, ele é um retardado) quando, no laboratório de experimentos, uma aranha radioativa escapa e acaba picando ele. Depois de alguns dias sofrendo com febre e dores principalmente no abdômen, Peter cogita que pode estar adquirindo poderes aracnídeos. De fato, isto é verdade. Contudo, ele foi picado por uma aranha fêmea e desde então passa o resto dos dias colocando ovas e tecendo sapatinhos cinza de teia;
Robocop: Após ser brutalmente assassinado por uma gangue, o honesto policial Alex Murphy é revivido na forma de um ciborgue pela corporação OCP. Agora ele é o braço mecânico da lei. Em sua primeira missão, ele entrará em um galpão (porque bandidos nunca ficam em apart-hotel ou vila) para enfrentar algumas dúzias de marginais armados. Por culpa de profissionais preguiçosos de TI, a primeira missão fracassa. Robocop, após entrar no galpão, trava todo os seus comandos para atualizar o sistema de antivírus e ainda depois reinicia o seu sistema, virando assim um alvo fácil;
Transformers: Após ter seu planeta Cybertron destruído, o líder do Autobots, Optimus Prime, vem ao planeta Terra para encontrar All Spark, cubo capaz de criar vida. Em sua chegada, tem dois pneus furados na rodovia Regis Bittencourt. Ao parar em uma borracharia, além de trocar os pneus, os funcionários dizem que ele tem de fazer alinhamento, balanceamento, cambagem, zouk, amortecedores, cardim, dentre outras gambiarras. Hoje faz dois meses que Optimus está parado na oficina esperando peças para seguir com sua missão;
Homem de gelo: No atual calor do Rio de Janeiro, ele permanece na constante forma de vapor.