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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Cretinice homeopáticas

Diálogo de elevador com grandes de chances de acontecer nos próximos dias:
- Chegou, né?
- Oi?
- 2016! Finalmente chegou!
- Ah sim.
- Digo, finalmente começou!
- Pois é!
- Na realidade, ele só começa depois do carnaval.
- É, tem disso!
- Pensando bem... Só vai começar depois das Olimpíadas.
- Bem lembrando.
- Melhor emendar com 2017, não?
- Pode ser.
- Que coisa louca, não?
- É, chegou!
- 2016?
- Não, o seu andar! Por favor, vá embora!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Cretinice homeopática

- Amiga, fui ontem ver a pré-estreia do tal Star Wars novo.
- E aí? Gostou?
- Nhé! Foi legalzinho. Filme nerd, né? Senti falta daquele tal de Vader.
- Ai sua monga! Esse é o vocalista do Pearl Jam!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Cretinice homeopática

Fui jantar pela primeira vez com a família da minha nova namorada. Acabou sendo pior que imaginava. Não sabia que o irmão dela trabalhava como flanelinha. Ele me pediu R$ 10,00 para me sentar em um lugar que ele supostamente guardou para mim no sofá da sala. Falei que pagaria quando fosse embora. Em determinado momento me levantei para ir ao banheiro. Ao voltar, o estofado do meu lugar estava todo rasgado. Tive de pagar um sofá novo para a mãe dela. Saudades de quando namorava a filha de um miliciano.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Cretinice homeopática

- Tem de ir para a cadeia mesmo!
- A cadeia só forma bandido!
- Então levem para o abrigo!
- Lá traumatiza e deixa violento!
- Que coloquem na escola!
- Já viu o estado das nossas escolas?
- Particular então!
- Os professores não têm mestrado!
- Têm, sim!
- Mas é da Estácio!
- Aí fudeu tudo! Solta a molecada!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Cretinice homeopática

- E aí, cara? De tatuagem nova! Mandou!
- É, fiz na terça. Gostou?
- Tá maneira! Só que não manjo muito de inglês. O que significa?
- Está escrito “Stand-up para sempre!”.
- Stand-up? Aquela parada de ficar de pé na prancha sem onda, só remo?
- É, isso aí mesmo!
- Ih maneiro! Não sabia que andava disso.
- Mas não sei andar mesmo. As aulas começam semana que vem. Comprei a prancha só no domingo.
- Ué, e já é para sempre?
- Pô, cara, se você soubesse em quantas vezes tive de parcelar, iria entender a tatuagem.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Cretinice homeopática

Deixe-me explicar porque alguns dos seus pedidos não são realizados. E acredite, é bem simples de se explicar. Basta apenas fazer uma breve reprodução da sua última noite do ano.
Você chega à Praia de Copacabana por volta de oito da noite com aquela flor Copo de Leite que comprou no Extra. Assim que chega, começa a maratona de bebidas. Fica até dez horas falando sacanagem com os amigos. Depois, começa a reclamar do calor, da vida, que está cheio, que as pernas doem, que foi injusta a final do The Voice, que o Pedro Paulo não te liga mais e que devia ter trazido mais biscoito Fofura. Por volta de onze da noite, você está bêbada, assume que tem conta no Tinder, que aquela verruga que nasceu perto da vagina há quinze dias agora purga um líquido estranho, que votou na Dilma, que tira foto com cerveja importada, mas só bebe Itaipava, que todo dia come quatro Paçoquitas de sobremesa e que traiu o Pedro Paulo por criancice. O relógio finalmente marca meia noite, você fica vinte minutos vendo uma queima de fogos que deveria formar alguns desenhos no céu, depois gasta mais vinte minutos tirando fotos com amigos, estranhos, selfies e, por fim, perde mais vinte minutos tentando postar as fotos no Facebook. Depois disso tudo é que você se lembra da flor e resolve lançar a bendita no mar para fazer um pedido. E como não bastasse ser a sua última prioridade, a flor está murcha, pisoteada e parecendo um rabanete. Honestamente, você deveria agradecer por Iemanjá não pedir por um raio em você quando levantasse o pau de selfie novamente.
Feliz 2015!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cretinice homeopática

- Pare de reclamar, amiga!
- Mas...
- Sem mas! Você precisa agir mais!
- Mas...
- Não! Não adianta! Você precisa me escutar! A palavra é perseverança.
- Mas...
- É isso! Você precisa sair da inércia!
- Mas...
- Você precisa correr atrás!
- Não adianta, Maria Paula. O ponto de ônibus é aqui e aqui que ele tem de parar. Que coisa!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cretinice homeopática

- Alô!
- Oi, amiga. Está podendo falar?
- Estou no aeroporto. Vou pegar um avião.
- Ah, então deixa. Depois nos falamos.
- É urgente?
- Não, mas é demorado. Está indo para aonde?
- Guarulhos. Passar um fim de semana por lá.
- Guarulhos? Tenho uma dica ótima.
- É mesmo? Qual?
- Não vá!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Cretinice homeopática

Fernanda, conhecida como Fefê, era amiga de Jujuba, apelido mongol da Juliana, há anos. Se conheceram no ensino médio no Curso Miguel Couto. Fefê, a gostosinha, pegava todos os professores enquanto Jujuba, que era desprovida de design, digamos assim, servia de cúmplice.
A essência da amizade foi essa por anos. Fefê pegando geral, Jujuba sempre na seca dando apoio. Um dia, desconfortável com toda essa situação, Fefê resolve ajudar Jujuba.
- Amiga, vou te apresentar o amigo de um peguete meu para você sair com ele.
- Ai Fefê... Não sei...
- Ele é bonitnho! Olha foto de perfil dele.
- Nossa, ele é uma gracinha.
- Então, vamos marcar uma paradinha lá Bar do Azevedo e pam.
- Sei não, Fefê. Ele é muito bonitinho. Nem vai me dar trela.
- Relaxa, amiga. Ele pega geral. Todo facilzinho.
- Mesmo?
- Sim, vai por mim. Ele é todo errado e sem critério. Sai pegando qualquer merda na night.
Aparentemente, Jujuba continua na seca e Fefê sem amiga.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Cretinice homeopática

Dezoito anos de casamento, sendo os últimos nove em crise constante. Brigas, acusações, picuinhas e pirraças faziam parte da rotina do casal. A mais recente aconteceu domingo passado em um almoço na casa dos sogros, quando Giordano jogou no ventilador que sua esposa tinha fama de se insinuar para todos os lojistas do shopping do bairro.
- Giordano, querido – disse Célia com certo tom de desdém enquanto se servia de café. – Sei que não estamos na nossa melhor fase, mas hoje comemoraremos mais um aniversário de casamento. Gostaria de lhe fazer uma surpresa mais tarde. Qual sua cor favorita?
- Preto – respondeu Giordano secamente sem tirar os olhos do tablete. – Preto da cor do ódio que tenho por você.
Mais tarde, chegando em casa, Giordano se depara com a surpresa. Lá estava Célia espalhada nua na cama com um negão sobre ela.